Política
Reforma tributária é apontada como saída
Questionada sobre o que podem fazer para sobreviver ao corte de verbas, a economista Luciana Caetano afirma que ?os municípios não podem decidir sobre o volume de investimentos privados nem sobre o volume de emprego e renda gerado a partir da atividade produtiva?, diz, ao destacar que ?há uma crise de confiança no governo federal. As expectativas são muito pessimistas em relação ao futuro do País. Há um nível de tensão que eleva a expectativa de risco dos investimentos privados. Os municípios não têm nenhuma gestão sobre esses fenômenos?. Luciana Caetano aponta as saídas possíveis. ?Uma reforma tributária que resultasse na elevação da competência tributária dos municípios. Mas isso significa começar uma guerra na disputa por receita tributária com os Estados e a União; aumentarem a fiscalização para coibir a sonegação fiscal sobre atividades realizadas no setor de serviços. Para os municípios que não cobram o IPTU, abrindo mão de uma das fontes de receita que poderia atenuar a crise fiscal, começar a cobrar, isentando imóveis de famílias cadastradas nos programas sociais ou criar outros critérios de cobrança?, sugere a economista.