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MUNIZ FLERTAVA COM O POPULISMO

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De acordo com relatos no livro do historiador, muitos motivos foram atribuídos à violência extrema na Assembleia Legislativa Estadual. O principal deles é que o governo populista de Muniz Falcão contrariou os interesses dos produtores de açúcar e os grandes grupos econômicos no Estado, principalmente por ter enviado para a apreciação dos deputados um projeto de lei que criava a ?taxa pró-economia? ? tributo que seria pago por usineiros e produtores de coco, fumo e algodão. Segundo o deputado estadual e historiador Inácio Loiola (PSB), o governador era um homem com uma visão progressista. ?Em uma época onde se predominava o coronelismo em Alagoas, muitos não entendiam o caráter inovador de Muniz Falcão. Para trabalhar em prol do desenvolvimento do Estado, precisou enfrentar muitos interesses contrários aos seus?, diz. Por outro lado, os oposicionistas ao governo de Muniz Falcão atribuíam ao chefe do Executivo a responsabilidade pelo aumento da violência no estado. Com o assassinato do deputado José Marques da Silva (UDN), em Arapiraca, os ânimos se acirraram e o clima de tensão ficou insustentável. Após 60 anos do episódio que deixou marcas profundas na história da política alagoana e brasileira, os tempos são outros. Apesar das raízes do coronelismo e das divergências político-partidárias, os deputados da ALE afirmam que o debate ocorre de forma pacífica e republicana. O deputado Sérgio Toledo (PSC) disse que, diferentemente da década de 50, ?as diferenças políticas são discutidas em plenário ou nas comissões. Quando há discordâncias, que é comum e salutar, as partes buscam resolver com argumentos, não há necessidade de violência de qualquer tipo. Espero que algo assim nunca mais se repita nem aqui e nem em outro lugar do País?.

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