Política
ALE vai convocar professor para explicar projeto sobre gênero
O deputado estadual Bruno Toledo (Pros) voltou ontem à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para se defender da acusação de agir com ódio e intolerância ao criticar projeto desenvolvido por escola pública estadual, localizada em São José da Tapera, sobre a temática da identidade de gênero. Dessa vez, o parlamentar levou com ele um discurso previamente preparado, além de reportagens publicadas pela imprensa com a repercussão do caso. Mas não ficou só na fala. Disse que vai entrar com um processo judicial contra um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), que o teria chamado de ?fascista?. Bruno Toledo disse ainda que vai, na próxima terça-feira, protocolar na Casa um requerimento convocando a comparecer na Assembleia o secretário de Educação, Luciano Barbosa, que também é vice-governador do Estado, a diretora da Escola Estadual Lucilo José Ribeiro e o professor envolvido no projeto, Daniel Melo Macedo, para que eles prestem esclarecimento sobre o tema. Disse ainda que defende que se debata o preconceito, que o ser humano tem que ser respeitado, mas reafirmou que o professor ?descumpriu, com o apoio da pasta da Educação, o Artigo 12 do Plano Estadual de Educação e promoveu em sala de aula o que ele não poderia e por isso é passivo de ser punido. É o que ocorre com quem descumpre as leis?, ele voltou a advertir. ?Acho que um bom debate se trava no campo das ideias e com respeito aos fatos. E o que pontuei aqui são fatos?, ressaltou. O parlamentar também destacou que não evocou o poder de polícia. ?Apenas cobrei que se cumprisse o Plano Estadual de Educação. O Sinteal acredita que professores estão acima das leis, que podem fazer o que bem entendem em sala de aula com nossas crianças e que a sociedade não pode reclamar??, ele questionou, ao falar sobre ?liberdade de pais e mães educarem seus filhos como bem entendem?.