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Governo explica como viabiliza recursos

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Com a situação de carência de recursos federais, o governo de Alagoas é forçado a fazer investimentos com recursos próprios. Ao explicar como viabiliza recursos neste momento de recessão, Renan Filho disse que investe parte dos recursos arrecadados pelo Detran no sistema de segurança pública. Os recursos da Educação são aplicados também para fazer escolas, ginásios, colégios de tempo integral. Essa política vem apresentando alguns resultados animadores. Até 2014, havia 32 ginásios, hoje tem 97, e a otimização dos recursos da Educação possibilitou também ao governador anunciar a construção de mais 35 ginásios no próximo ano. ?A nossa ideia é fechar o governo com 132 ginásios, 100 construídos com recursos próprios. Em quatro anos o governo federal não construiu nenhum ginásio em Alagoas?. Na Saúde, o investimento é feito com parte do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep). ?Nós aumentamos a arrecadação do Fundo. E saúde é a principal necessidade dos mais pobres. Com esse recurso do Fecoep estamos investindo nos novos hospitais?. O recurso do Fecoep vem da arrecadação dos impostos. Os estados aumentaram a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 17% para 18%. Este 1% o governo de Alagoas colocou a mais no Fundo de Combate à Pobreza. ?Fiz isso porque o Fecoep transforma esse imposto em investimento. A decisão foi para priorizar o investimento em saúde pública. Por isso, estamos com o maior investimento da história de Alagoas em saúde. Este mesmo fundo vai permanecer arrecadando um valor considerável e financiará o custeio e a manutenção dos hospitais?. HGE Apesar do esforço em melhorar os serviços da Saúde à população, o Hospital Geral do Estado ? o maior de Alagoas ? não consegue superar a crise no atendimento e da falta de insumos internos. Sobre isso, o governador explicou que as pessoas pensam que o problema da Saúde de Alagoas é o HGE, mas, segundo ele, não é o problema. Pelo contrário, é a solução. De acordo com Renan Filho, o problema é que só tem o HGE. Lembrou que Maceió, por exemplo, é a única capital do Nordeste que não tem maternidade e não tem hospital de urgência e emergência. A cidade tem menos de 30% de cobertura do PSF (Programa de Saúde da Família). O HGE atende diariamente, em média, 500 pacientes dos quais, de acordo com o governador, a maioria é caso clínico. Estes casos deveriam ir para o PSF, mas não vão porque num bairro como o Clima Bom, com mais de 30 mil pessoas, possui apenas um posto de saúde.

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