Política
Rezoneamento vai manter seções e locais de votação
Até o próximo dia 16 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) deverá extinguir 13 das 50 zonas eleitorais do interior. A decisão, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determina a implementação do rezoneamento eleitoral nos estados brasileiros a fim de economizar gastos em tempos de crise econômica ? com a medida, cerca de R$ 74 milhões seriam poupados dos cofres públicos. Ao todo, Alagoas, que conta com 55 zonas eleitorais, passará a contar com 42 nas eleições gerais de 2018. Apesar do remanejamento, não haverá alterações nas seções eleitorais e os locais de votação dos eleitores serão mantidos. A previsão legal é que cada zona eleitoral extinta seja substituída por uma central de atendimento, que deve suprir parte da demanda burocrática do eleitorado, como emissão de título e pagamento de multa, e dar apoio logístico nas eleições. A principal diferença entre as zonas eleitorais e as centrais de atendimento é que os novos espaços não teriam a presença de um juiz e um promotor, o que ajudaria a enxugar os custos da Justiça Eleitoral. Em defesa do rezoneamento, o TSE fala em otimização do trabalho e aponta disparidades relativas ao número de eleitores e zonas eleitorais em estados brasileiros. A Capital do Rio de Janeiro, que tem quase metade dos eleitores da de São Paulo, por exemplo, conta com 37 zonas eleitorais a mais. Outro caso registrado em levantamento realizado por técnicos do TSE apontam mais de 600 zonas eleitorais responsáveis apenas por um município.