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Software ajuda Sefaz a combater sonegação

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Os métodos tecnológicos utilizados por investigadores da Lava Jato para localizar sonegadores e recursos escondidos no exterior serão aplicados pelo Ministério Público Estadual (MP) e pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) para apertar o cerco nos crimes contra o Fisco Estadual. Por meio da tecnologia, ao aplicar a atualização do software que ajudou nas diligências da Lava Jato, conhecido como ?Simba?, as autoridades alagoanas vão cruzar os dados com o objetivo de localizar recursos que foram lavados e escondidos por sonegadores. A novidade foi anunciada ontem em entrevista coletiva sobre a Operação Polhastro, que prendeu seis pessoas, entre elas os proprietários da loja Griffe do Frango, em cumprimento a mandados de prisão preventiva. De acordo com o promotor Cyro Blatter, do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf), o esquema desbaratado ontem com a operação é resultado de uma investigação que durou cerca de três meses, inclusive contou com o cruzamento de dados financeiros. Na ação policial, em cumprimento a mandados de prisão, seis pessoas foram presas, resultando ainda na apreensão de R$ 70 mil, uma quantia em Euros, carros e indisponibilidade de bens com origem suspeita. ?Este é o primeiro momento da investigação. Após o cruzamento de dados, vamos utilizar os programas empregados na Lava Jato para investigar todas as contas dos envolvidos e dos demais suspeitos. O foco é encontrar informações sobre a lavagem de dinheiro. A tecnologia é fundamental para o sucesso dessa ação. Queremos saber o que veio da onde e o que foi comprado com esse dinheiro. Os trabalhos continuam?, assegurou Blatter. Estima-se que o prejuízo ao erário constatado nesta operação possa ultrapassar os R$ 120 milhões. O promotor declarou que a ação de ontem é o início de um trabalho que ele quer realizar constantemente. Ele destacou ainda que o Gaesf vai promover um ?pente-fino? em empresas suspeitas que atuam em Maceió e, no segundo momento, na cidade de Arapiraca e toda a região. Blatter apontou que os grupos já trabalham levantando informações. Com supercomputadores adquiridos pelo MP e Sefaz, e investimento em pessoal, os dados das empresas estaduais serão cruzados com informações da Receita Federal, Ministério do Trabalho, entre outros órgãos ligados à União. A ideia é assegurar o retorno do pagamento dos impostos à população, punindo os responsáveis.

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