Política
Operações da PF somam meio bilhão de reais
As operações da Polícia Federal realizadas em Alagoas desde o início do ano já somam pouco mais de meio bilhão de reais em recursos públicos desviados ou sonegados. O valor, R$ 502,7 milhões, já inclui o daquelas operações em que equipes da PF deram suporte a investigações que começaram em outros estados, mas com desdobramentos em Alagoas ? foi o caso da Operação Hoder, realizada também na Bahia, Sergipe e Goiás com foco no desvio de recursos do SUS. De janeiro pra cá, os policiais federais em Alagoas já saíram para cumprir mandados em 15 operações, que alcançaram a Assembleia Legislativa Estadual (ALE), prefeituras do interior, secretarias estaduais, diversas autoridades e servidores ?fantasmas? e laranjas, levando à descoberta de diversas empresas de fachada. A mais robusta dessas operações foi a Correlatos, desencadeada no início de agosto e que apontou o desvio de R$ 237 milhões em recursos públicos da saúde, sendo R$ 176 milhões só em verba do SUS. As investigações apontaram para um esquema que desviava os recursos repassados para empresas por meio de direcionamento de dispensas de licitação por valor (igual ou abaixo de R$ 8 mil) em centenas de contratos com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), no período de janeiro de 2010 até julho de 2016. A Operação Sururugate também surpreendeu a sociedade alagoana ao colocar a ALE, mais uma vez, no olho de um escândalo que sangrou os cofres públicos em R$ 150 milhões. Num esquema semelhante ao detectado pela emblemática Operação Taturana, em 2007, a folha de pessoal da ALE foi novamente usada para pagar salários a ?funcionários fantasmas?. O que levou a PF a entrar no caso e colocar a Sururugate na rua foi o uso de beneficiários do programa Bolsa Família, ou membros de unidades familiares registradas no CadÚnico, para avalizar a fraude por meio de nomeações na ALE.