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MP recorre a delações contra crimes em AL

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A colaboração premiada ? ou delação premiada ? consolida-se como importante instrumento de combate à macrocriminalidade no Brasil, que avança sobre as instituições, aperfeiçoando-se. O resultado da utilização desse recurso está mais presente no dia a dia do que se imagina: em ações de combate ao tráfico de drogas com a identificação de membros de uma quadrilha e também no encarceramento de gestores públicos. São traficantes, sonegadores e estelionatários identificados. Delatar virou colaborar e não é meramente ?entregar o outro?, mas servir à sociedade. Ajudar na elucidação de crimes. Em Alagoas, estes acordos já têm efeitos práticos e positivos. Há três anos os termos de colaboração premiada são firmados no Estado. As três grandes operações mais recentes e que foram lideradas pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MP) aconteceram, também, com base em delações. Em 2017, por exemplo, foram 15 acordos homologados judicialmente a pedido do MP. Os alvos são gestores e ex-gestores de, pelo menos, 12 municípios alagoanos. A quantidade é bem superior aos anos anteriores e os promotores acreditam que a Operação Lava Jato motivou a procura pela premiação. Em 2015 e 2016, de acordo com o Gecoc, foram efetivados no máximo oito acordos de delação premiada, quatro em cada ano. A partir dos acordos, diversas organizações criminosas foram denunciadas à Justiça por crimes contra a administração pública, sendo sugerido o ressarcimento ao erário de milhões de reais desviados. O promotor de justiça Hamilton Carneiro informou que, em 2017, três pessoas foram denunciadas frutos de colaboração premiada. O Poder Judiciário está na fase de análise do recebimento da referida denúncia. E, dos anos anteriores, há quatro processos, pelo menos, que estão além desta etapa de tramitação. Em processos já ajuizados, o MP revela que foram descobertos desvios superiores a R$ 10 milhões dos cofres de prefeituras municipais. Este montante constava nas delações e acabaram sendo confirmados com provas apresentadas posteriormente. O pedido de ressarcimento ao erário foi feito à Justiça. Por outro lado, em um dos casos com investigação em curso, o Gecoc foi informado por um dos delatores que há um contrato firmado que causou um rombo de R$ 12 milhões. E, como a apuração não terminou, pode ser que a cifra seja bem maior.

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