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Secret�rio de Justi�a tenta tranq�ilizar a popula��o

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O secretário executivo de Justiça, coronel PM Ronaldo Santos, disse ontem que não há motivos para a população alagoana entrar em pânico durante os 40 dias em que o traficante Luiz Fernando Gomes, o conhecido Fernandinho Beira-Mar ficará em Maceió. A garantia está no esquema policial montado pela Polícia Federal para manter o isolamento do traficante, que o secretário define como seguro e eficaz. Além disso, Ronaldo Santos assegura que a Polícia Militar está pronta a agir se for necessário. As estradas alagoanas nas áreas estão sendo vigiadas e a Polícia realizando operações de controle de quem entra e sai do Estado, revelou o secretário de Justiça. Para ele, ao aceitar que o preso fosse transferido para a superintendência da PF em Maceió, o governador Ronaldo Lessa deu uma demonstração de boa vontade assumindo um problema que não é seu. ?Alagoas dará exemplo ao Brasil?- completou. Na verdade, acrescenta o coronel Ronaldo Santos, o governo alagoano não tem qualquer responsabilidade com a segurança do traficante. Mas as polícias Militar e Civil estão com seu serviço de inteligência em ação para identificar qualquer movimento relacionado a presença de Beira-Mar. O secretário de Justiça disse que não se pode tratar a questão como se fosse uma troca de favores, mas reconhece que o fato credencia Alagoas a receber mais recursos federais para investimentos em segurança pública. O secretário defendeu a construção de mais presídios regionais, especialmente no sertão e Zona da Mata, como reforço ao atual Sistema Prisional, cuja estrutura não tem condições de receber prisioneiros de alta periculosidade, a exemplo de Fernandinho Beira-Mar. /// Políticos buscam holofotes de traficante A chegada do traficante Fernandinho Beira-Mar ao Estado está impulsionando vários políticos e autoridades para os holofotes da imprensa local e nacional. Seja para repudiar ou apoiar a decisão do governo federal, por meio do Ministério da Justiça, todos querem evidência. Mesmo sabendo que o governo nada pôde fazer sobre a necessidade da Justiça de mandá-lo para Alagoas, os políticos não resistem a ?defender? os interesses da população. Na Assembléia Legislativa, os pronunciamentos não ajudarão a modificar a estratégia da Polícia Federal (PF) em manter o traficante por 40 dias em suas dependências, conforme acordo com a direção nacional do órgão em Brasília. Segundo o superintendente da PF, José Paulo Rubim Rodrigues, o efetivo envolvido é especializado neste tipo de operação. Ele se credenciou para a tarefa por conta do vasto currículo contra o crime organizado. Foi ele um dos federais envolvidos no desmanche da máfia no Espírito Santo. Além disso, faz parte de um seleto grupo da PF, com formação pelo FBI e CIA, nos Estados Unidos. Foi graças a sua experiência que a imagem do traficante no Estado não foi registrada por nenhum veículo de comunicação local. De todos os envolvidos na transferência do traficante Rubin é quem menos aparece. Normalmente se reserva a respostas curtas. Mas os políticos não desistem. A bancada de senadores chegou, inclusive, a emitir nota contra a decisão do governo de trazer o traficante. Há informações de outros que estão tentando contato com ministro Márcio Thomaz Bastos. Do ponto de vista político, nenhum deles modificará a decisão. Alagoas não interfere em nada no que se refere ao governo federal. No campo administrativo, o governo ainda lucrará com a vinda do traficante, pois receberá recursos relativos ao Plano Nacional de Segurança. A quantia ainda não foi definida. (MR)

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