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Sindicatos protestam contra privatizações de Temer

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O anúncio da privatização da Chesf e da Eletrobras pelo Ministério de Minas e Energia foi rechaçado pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Francisco Tenório (PMN). Ontem, em pronunciamento na Casa, ele protocolou pedido para a realização de audiência pública, dia 17, para debater o assunto e criar uma Frente Parlamentar contra a privatização do setor elétrico em Alagoas. ?O rio [São Francisco] é do povo, de todo o povo nordestino. O temor maior da privatização do sistema é que se for vendido para uma multinacional, que só queira explorar apenas a energia, não vai fazer nada para cuidar de sua preservação?, disse o parlamentar. Na semana passada, ele participou da reunião do Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas do Nordeste, onde foi definida a posição política de reagir contra a privatização com mobilização nos estados. A proposta, ainda no evento, foi apresentada pelo deputado estadual Inácio Loiola (PSB), um dos maiores conhecedores das necessidades da região. Em aparte ao discurso de Chico Tenório, ele lembrou que desde 1953 até a década de 1990, entre construção de hidrelétricas e investimento no sistema, foram investidos R$ 81 bilhões. ?Entretanto, agora, quando foi anunciada a privatização, querem vender a Chesf por R$ 15 bilhões. Por isso, a Frente Parlamentar está sendo criada em todo o Nordeste para dizermos não a isso?, completou Loiola. Segundo o vice-presidente da ALE, a desvalorização do patrimônio da Chesf se deve ao fato do governo federal estar anunciando sua venda num momento de crise. ?Não vejo o presidente [Michel] Temer com apoio, nem legitimidade para vender o patrimônio brasileiro para cobrir rombo em plena crise?, acrescentou Tenório. A proposta para a audiência pública é que ela possa contar com a presença de técnicos especializados no sistema elétrico, representantes da sociedade civil e da população ribeirinha.

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