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Prefeituras demitem para garantir 13º salário

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As demissões de comissionados e contratados não param. A situação financeira nos municípios alagoanos é considerada grave. A dois meses de fechar o ano de 2017, diversos prefeitos de municípios estão fazendo um malabarismo financeiro para fechar as contas do ano, garantir o pagamento do 13º para os servidores e assegurar os serviços essenciais para a população das respectivas cidades. Amanhã, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) vai reunir os gestores para debater o tema e, de forma conjunta, encontrar soluções para o problema. Os prefeitos temem uma punição por parte do Ministério Público Estadual (MP), caso eles não tenham condições de fechar as contas. Em muitas cidades que estão enfrentando essa dificuldade, é no serviço público que a população encontra a oportunidade de se inserir no mercado de trabalho. Com a ausência de recursos em caixa, cortes de salários, suspensão das gratificações e cancelamento de reajustes estão fazendo parte das medidas adotadas para garantir o fechamento do ano, ao menos, com as contas pagas. Os prefeitos apontam que o cenário para os próximos dois meses é sombrio e cheio de incerteza. A realidade narrada acima se aplica a diversos municípios, entre eles Belém, União dos Palmares, Satuba, Campo Alegre, Porto de Pedras e Barra de São Miguel. O prefeito da Barra de São Miguel, José Medeiros (PP), o Zezeco, disse que precisou reduzir em 80 pessoas ? entre comissionados e contratados ? o número de profissionais que atuavam na estrutura do Poder Executivo. Ele garantiu que, apesar dos cortes e da falta de recursos em caixa, os serviços básicos estão mantidos. Como caminho para reverter a situação, Zezeco defendeu uma revisão do subfinanciamento ofertado pelo governo federal para as prefeituras.

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