Política
Prefeitos afirmam que crise já é calamidade
Uma reunião realizada na manhã de sexta-feira (6), na sede da Associação dos Municípios Alagoanos, em Maceió, mobilizou prefeitos de todo o Estado com o objetivo de debater alternativas ao cenário considerado nebuloso para as cidades em 2018, conforme projeção do próprio governo federal. É que vários cortes estão previstos para o ano que se avizinha. A assistência social seria a área mais prejudicada, caso a proposta de redução de 97,4% no orçamento seja aprovada. E devido à iminência de corte, vários prefeitos já adiantam que terão de seguir com demissões até o final deste ano, havendo, inclusive, a possibilidade de alguns programas federais serem suspensos. De acordo com o presidente da AMA, Hugo Wanderley, Alagoas está passando por uma situação de calamidade e que tende a piorar devido aos cortes que o governo federal vem planejando. ?Nós recebemos as projeções para o ano de 2018 e estamos assustados com o nível dos cortes que o governo federal pretende fazer. A área que sofrerá maior corte é a da assistência social, que terá 97,4% de redução. Além dela, a educação básica terá uma redução de 42%, enquanto o corte para a educação de ensino superior será de 32%. A Agricultura vai perder 57% em recursos, enquanto o Esporte, com 65%, corre até o risco de ser extinto. No Turismo, área que mais emprega, terá uma redução de 69%, e a Saúde, que já é deficiente, terá uma redução de 14%, com a Segurança Pública perdendo 54% do montante original. São muitos cortes em áreas que precisavam de investimento e que, agora, correm o risco de serem ainda mais precarizadas, em virtude da falta de recursos?, explicou o presidente.