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Professores lamentam desvalorização

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O 15 de outubro marca o Dia do Professor, porém, como ao longo de anos, a categoria compreende que não há o que comemorar. Embora seja a base da formação de todas as outras profissões, os professores se ressentem de implantação de políticas que assegurem à classe o justo reconhecimento. Valorização salarial é o que seguem cobrando os professores, submetidos a situações extenuantes, que levam ao esgotamento físico e emocional, como destaca a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo Correia. ?O maior descontentamento nosso hoje é justamente a desvalorização. Apesar de sermos uma categoria que formamos todos os outros profissionais, eles ganham muito mais do que nós, na sua maioria médicos, engenheiros, advogados, enquanto o professor ganha 50% ou até menos do que o salário desses outros profissionais. Então nós não temos o que comemorar nesse Dia do Professor. Só temos que demonstrar mais luta, mais resistência para ver se a gente consegue melhorar a nossa valorização, que não existe?, afirma Consuelo Correia. A falta de condições de trabalho, segundo ela, leva ao adoecimento dos profissionais. ?Hoje nós temos uma categoria muito adoecida, porque o estresse é muito grande. A gente trabalha num ambiente de risco. Antes nós trabalhávamos num ambiente onde nos sentíamos protegidos, tanto os trabalhadores quanto os nossos estudantes, e hoje a gente vê a violência dentro da escola e no entorno dela?, diz. Segundo Consuelo, são muitos os professores afastados de sala de aula por conta ?de estresse, da depressão, por problemas de saúde mental. O ambiente propicia isso, deixa você tenso, ansioso, com vontade de desistir de trabalhar porque lhe causa insegurança?, observa.

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