Política
Inação de adversários favorece Renan Filho
A menos de um ano das eleições gerais de 2018, quando brasileiros vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, o cenário em Alagoas até o momento é considerado atípico. Ao contrário de pleitos passados, quando no mesmo período nomes surgiam de tudo quanto é lado, colocando-se como candidatos ao governo do Estado, até agora a disputa pelo cargo gira em torno da reeleição do governador Renan Filho (PMDB), que embora não afirme com todas as letras, segue em plena corrida para se manter no cargo. Para a sua base, ele consegue pouco a pouco atrair partidos até então de oposição ao seu governo e trazer de volta outros que haviam seguido em direção contrária. São as arrumações políticas que ampliam o grupo aliado e as chances de ser reeleito, ainda num primeiro turno, conforme pesquisas de intenção de votos. O PPS é uma das legendas que desembarcou no Palácio República dos Palmares, com Régis Cavalcante conquistando a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em troca de apoio político a Renan e seu grupo. Na semana que passou foi a vez do PDT de Ronaldo Lessa dizer sim a Renan Filho e assegurar a participação no governo, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), que passa a ser comandada por Rafael Brito, e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), que terá à frente Lailson Gomes.