Política
Prefeitos cobram R$ 95,5 mi da União
Prefeitos alagoanos participam de mobilização em Brasília (DF), amanhã, para solicitarem à bancada federal que pressione o governo Temer para a liberação de mais recursos para os municípios. O ato de protesto contra a política econômica da gestão do presidente Michel Temer foi convocado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e deve reunir gestores de todo o País. De acordo com dados da entidade, somente com aporte no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o montante reivindicado por Alagoas é de mais de R$ 95,5 milhões, a serem distribuídos entre as 102 prefeituras. Para todo o Brasil, o valor chega a R$ 4 bilhões. ?Vamos reunir o máximo possível de prefeitos alagoanos nesta quarta feira, às 9 horas da manhã, na sede da CNM. Já pedi para que os gestores reforcem junto a seus parlamentares a importância de se fazerem presentes. Vai ser uma mobilização, para que a bancada se posicione em apoio aos municípios, porque somente os deputados e senadores podem pressionar o presidente Temer, para corrigir o subfinanciamento dos programas federais, evitar mais cortes para 2018 e liberar uma ajuda financeira, para que as prefeituras possam equilibrar as contas?, assegura o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, prefeito Hugo Wanderley (PMDB). A entidade é a responsável local por mobilizar os chefes do Executivo alagoanos. Como justificativas à solicitação de mais recursos, a CNM destaca o aumento nos custos fixo das prefeituras a partir do pagamento do salário-mínimo, entre 2010 e 2017, que segundo a entidade foi de 83,72%, enquanto que a inflação acumulada no período, com base no INPC, foi de 57,41%. Outro dado apontado se refere ao aumento do piso dos professores, que passou de R$ 1.024,00 para R$ 2.298,80, um aumento de 124,5%, enquanto que os recursos do Fundo de Valorização e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) cresceram apenas 61,79%, conforme dados da confederação. Já a AMA reforça as queixas com a apresentação de números, que segundo a entidade comprovam o subfinanciamento por parte do governo federal em programas como o da merenda escolar (PNAE), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Estratégia Saúde da Família (ESF), entre outros. Até mesmo na área da assistência social os prefeitos alagoanos afirmam que a situação é de caos e informam que mais de seis mil famílias já foram excluídas do Bolsa Família por causa de cortes feitos pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS). Como resultado, caso a situação não mude, os gestores já preveem o fechamento dos centros de referências nas localidades.