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Fundo Público divide classe política de AL

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A reforma política, adiada após várias intempéries na Câmara dos Deputados, acabou saindo às custas de tapas e empurrões do bolso do contribuinte. Vista como sendo a ?única saída?, depois do financiamento privado das campanhas, agradou às lideranças ouvidas pela Gazeta. O chamado Fundo Publico de Campanha terá como ponto de partida R$ 1,7 bilhões, mas pode ser bem maior a depender dos percentuais e montantes que servirão de base de cálculo. A base para isso será 30% do valor das emendas de bancada e dos percentuais, anteriormente destinados à compensação fiscal que eram cedidos à empresas de rádio e televisão para as propagandas eleitorais fora de época. O guia, porém, está mantido. A tese, porém, não agradou o senador Renan Calheiros (PMDB), que por meio de sua assessoria não só criticou como desqualificou o que foi aprovado. Segundo ele, ?o País, no momento em que vive sua maior crise financeira, não deveria arcar com gastos eleitorais em detrimento da falta de recursos e cortes para áreas sociais importantes para a população?. Conforme o senador, o mais importante é que as fontes continuassem sendo a iniciativa privada, porém, ?com controle rígido das regras? a fim de evitar desmandos. Tanto nas redes sociais, quanto em pronunciamentos no Senado Federal, Renan Calheiros não deixou de criticar quem tem entendimento diferente. Se por lá o tom foi esse, aqui em Alagoas os líderes partidários não contestaram a iniciativa, mesmo sem saber detalhes de como serão feitos os repasses. Esse questionamento foi feito apenas pelo deputado estadual Sérgio Toledo (PSC). O parlamentar, que já demonstrava preocupação com os valores repassados para os partidos, por meio do Fundo Partidário, continua intrigado. ?Ainda existem muitas dúvidas, porque a questão é saber como esses repasses chegarão para quem está na ponta?, afirmou Toledo. Segundo lembrou, com os recursos já existentes, a sequência dos repasses, quando o dinheiro é enviado para os diretórios, quase sempre só garantem, minimamente, o funcionamento dos partidos.

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