Política
Ação do MP e Defesa Civil evitaram desvios
O temporal de maio não pegou nenhum gestor municipal de surpresa. Todos foram alertados antecipadamente. Os órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público Estadual, mobilizaram equipes técnicas para ajudarem no socorro e no monitoramento dos recursos públicos destinados às comunidades. No primeiro momento do temporal de maio passado, os 27 municípios que decretaram situação de emergência elaboraram relatórios com o número de vítimas e de prejuízos materiais superestimados. Os prefeitos queriam ajudar de qualquer maneira as pessoas necessitadas e atingidas. No entanto, a maioria das vítimas desafiou o alerta da Defesa Civil, permaneceu nas áreas de risco e perdeu bens materiais. Quase 40 mil pessoas ficaram desabrigadas, desalojadas e atingidas. Os atingidos foram quase todos. Desabrigados e desalojados foram aqueles que procuraram casas de parentes até a chuva forte passar ou ficaram em escolas e prédios municipais. As três classificações: desabrigados, desalojados e atingidos fazem parte das normas da Comissão Nacional de Defesa Civil. O representante do Ministério Público na Comissão de Socorro as vítimas, o promotor de Justiça José Antônio Malta Marques, comandou o grupo de promotores que acompanhou de perto a situação nas cidades. A vistoria in loco impediu superfaturamento e provocou a redução dos números iniciais. Teve município que o número de pessoas afetadas caiu mais de mil por cento em menos de uma semana. O promotor José Antônio considerou que não houve dolo dos gestores municipais porque no primeiro momento teve muita gente desalojada. Mas em seguida o volume de chuva reduziu e as pessoas voltaram paras suas casas. No entanto, um caso chamou a atenção do Ministério Público. O município de Colônia Leopoldina registrou mais de 4 mil desabrigados. Uma equipe da TV Gazeta esteve no local e percebeu que o número de desabrigados não batia, havia também divergência com relação aos estragos causados pelo temporal e pela cheia do rio local. O promotor José Antônio mobilizou o promotor de Justiça da região e ambos constataram irregularidades.