Política
Doações foram suficientes para atender desabrigados
Na história das catástrofes naturais, de forma inédita, o Estado devolve uma quantia tão vultosa destinada para socorrer vítimas porque as ações de solidariedade foram suficientes para ajudar no socorro das vítimas. Críticos da oposição ao governo de Renan Filho disseram que isto ocorreu por falta de projetos. No entanto, o coordenador da Defesa Civil tratou de desqualificar as críticas. O governo do Estado, de acordo com o major Moisés Melo, recebeu informações antecipadas do temporal e adotou um plano de socorro diferenciado: com controle, monitoramento dos pontos críticos, teve tempo de alertar as comunidades e manteve a decisão de só utilizar o dinheiro público se realmente a população necessitasse de mais ajuda. No período mais dramático, os donativos não paravam de chegar. A Organização Arnon de Mello (OAM) também participou da campanha de mobilização e ajudou a angariar alimentação básica, água potável, roupas e outros donativos. Só em alimentação foram mais de 20 toneladas que entregamos às vítimas e entidades que ajudaram no socorro, lembrou o diretor executivo da OAM, Luiz Amorim. Os R$ 13 milhões do governo federal deveriam ser empregados em ações emergenciais, ou seja, em aquisição de cestas básicas, de medicamentos, material de higiene, de limpeza, colchões. ?Nada disso foi preciso comprar porque a população doou tudo em quantidade satisfatória e suficiente?, disse o major Moisés Melo. Ao ser novamente questionado sobre o que a Defesa Civil fez com o dinheiro, o major Moisés garantiu que ?todo o dinheiro foi devolvido e de forma corrigida. Devolvemos quase R$ 16 milhões?, repetiu, diante da insistência da reportagem. Mas por que o Estado não aplicou nada, já que havia tanta gente desabrigada? O coordenador da Defesa Civil frisou novamente que ?não foi necessário usar os recursos federais nem o montante destinado pelo governo do Estado?.