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Aliados pedem pressa a Rui sobre candidatura

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A pressão vem de todos os lados. Partidos da base aliada do prefeito Rui Palmeira (PSDB) cobram uma definição sobre a candidatura do tucano ao governo do Estado. Temem que a demora na decisão prejudique principalmente os candidatos à eleição proporcional, de deputado federal e estadual. Rui segue silenciando ou se saindo com respostas evasivas sempre que o assunto é se vai ou não ser candidato num enfrentamento com seu maior rival político no momento, o governador Renan Filho (PMDB). E se limita a dizer que 2018 ainda está longe, que só fala sobre eleição no ano que vem. Enquanto Renan Filho segue em pleno corpo a corpo com o eleitor e sua base política. Decisão nada fácil. Para concorrer ele tem que renunciar ao cargo de prefeito seis meses antes do pleito. Então, caso perca a eleição, fica sem o mandato. De acordo com o Artigo 14, parágrafo 6º da Constituição Federal, o chefe do Executivo, presidente, governador, prefeito, qualquer cargo que forem disputar, menos a reeleição, tem que sair seis meses antes das eleições. Somente em caso de reeleição é que ele não precisa se afastar porque está sendo candidato para concorrer ao mesmo mandato. No bastidor, o que se tem é que PP, PR e DEM pressionam para que o prefeito tome o quanto antes a decisão. O tucano corre o risco de ver sua base seguir em direção contrária pela indefinição sobre seu futuro político. Ou decide logo, ou PP, PR e DEM pulam do barco, afirmam partidários de Rui. Já perdeu um aliado de peso, o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), que deixou o governo municipal e migrou para o Estado, onde garantiu a seu partido a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsal).

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