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PP quer saída do prefeito para o vice se projetar por dois anos

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O cientista político Ranulfo Paranhos faz a avaliação do processo que definirá o próximo governador de Alagoas, os deputados e senadores nas eleições gerais de 2018. Fala sobre a pressão para que Rui Palmeira se decida e sobre a candidatura de Renan Filho, e o que deve surgir neste cenário. Professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ranulfo lembra que a partir da mudança nas regras da lei eleitoral, este é o último ano para reeleição para presidente, governador e prefeito. ?Então, é normal que o governador Renan Filho se candidate à reeleição por conta da importância do cargo. A conjuntura permite que ele seja candidato. Ele tem um partido com estrutura, um partido muito grande, no Estado de Alagoas, no Brasil, com chances em pelo menos 70 a 80 prefeituras alagoanas, o que assegura a ele mobilidade de campanha?, afirma Ranulfo. Para fazer uma campanha para governador, destaca o cientista político, ?não depende só da capital. Tem que capilarizar. E essa capilarização é o poder que ele vai ter de entrar nos municípios. Quem assegura isso são os prefeitos?. O segundo ponto, avalia Ranulfo, é a candidatura de Rui. ?Existe uma especulação de que ele é o candidato de oposição, porque a construção foi feita dessa forma desde a reeleição do Rui. O PMDB se colocou contrário à campanha do PSDB, o Rui aparece nas pesquisas, o PSDB quer queira, quer não tem estrutura nacional, é um partido grande. O palanque de uma campanha competitiva tem que ter candidatos competitivos?, diz. Para justificar que esse cenário tem se demonstrado favorável a uma campanha de Rui ao governo do Estado: ?A menos que um acordo diga não, não vai ser candidato. Há também um rumor de um acordo do grupo do Benedito de Lira, atual senador, e que tem no comando da prefeitura o vice [Marcelo Palmeira] com o grupo do PSDB do Rui. Pelo acordo, o Rui se candidataria ao governo e os últimos dois anos seriam cumpridos por seu vice. Ou seja, dois anos de uma prefeitura de capital não é qualquer coisa. Você pode mudar o rumo da história do seu grupo político, da sua própria vida?, pontua.

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