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Bancada federal deve votar a favor de Temer

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A posição da bancada alagoana, amanhã, quando a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer for votada pelo plenário da Câmara dos Deputados, pode ter ou não mais dois votos contra ele, ou seja, pela admissibilidade da denúncia de líder de organização criminosa e obstrução da Justiça, encaminhada pela Procuradoria-Geral de Justiça. A dúvida sobre se a maioria escolherá que Temer seja investigado, agora pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter foro privilegiado, ou somente depois, fica pelo que decidirá os deputados Cícero Almeida (PMDB) e Pedro Vilela (PSDB). Tudo porque Cícero Almeida segue com uma consulta pública a seus eleitores via rede social. Se da primeira vez, na apreciação da primeira denúncia, votou com Temer, agora ele diz que submeterá sua vontade ao que a maioria decidir até amanhã. Outro que pode fazer o voto contra o presidente vencer, pelo menos na bancada, é o deputado Pedro Vilela. Como na primeira vez se ausentou do plenário, favorecendo ao empate por 4 a 4, desta vez ainda não deu sinais de qual posição irá tomar. Seu partido, o PSDB, que na primeira vez havia rachado no apoio ao presidente, desta vez pode ?pagar? o apoio dado pelo PMDB para que o senador Aécio Neves (PSDB) não cumprisse as medidas cautelares impostas pelo STF, votando favorável ao governo. Vilela, por sua vez, sempre tem defendido que vota e se comporta de acordo com a sua consciência. Ontem, a Gazeta tentou saber o que ele havia decidido, mas não obteve êxito nos contatos. De imediato, porém, já é possível dizer que os ministros Marx Beltrão (PMDB), do Turismo, e Maurício Quintella (PR), dos Transportes, estão fechados com o governo. Tanto por terem crescido no espaço político que conquistaram, bem como a nova tarefa que receberam É que os dois foram exonerados, juntamente com outros seis ministros que têm assento na Câmara dos Deputados, para votar com o governo, ou seja, contra o prosseguimento da denúncia. Sento assim, Nivaldo Albuquerque e Rosinha da Adefal, suplentes de Quintella e Marx, respectivamente, devem tirar a semana de folga e só retornarem ao trabalho parlamentar na próxima. Sem cargos no primeiro escalão, mas com cargos na estrutura federal em Alagoas, o deputado Arthur Lira (PP) também vota com Temer. Foi assim na primeira denúncia e será assim agora.

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