Política
Minist�rio manteve opera��o em sigilo at� manh� de quinta
A confirmação de que o narcotraficante Luiz Fernando da Costa - Fernandinho Beira-Mar - seria transferido para uma das celas da Superintendência da Polícia Federal chegou a Alagoas pouco depois das oito horas de quinta-feira. O governador estava no litoral-norte em mais uma versão do ?governo do interior?. Preparava-se para inaugurações de obras quando teve a confirmação do Ministério da Justiça sobre o plano que estava em curso. Beira-Mar se deslocava de São Paulo para Brasília. O destino final era mesmo Maceió. Em Brasília, a PF divulgava três rotas e várias especulações sobre o destino final do preso mais temido do País. As rotas davam conta de que Beira-Mar estava indo para o Acre, Ceará, ficaria em Brasília e Alagoas. Mas, por volta das 9 horas Ronaldo Lessa não tinha mais dúvida. Suspendeu seu compromisso político-administrativos no litoral norte, convocou apenas assessores e seguranças leais e partiu para Maceió deixando um clima de suspense no ar. No Palácio manteve a rotina de trabalho, agendou, inclusive, uma reunião com Frei Beto e secretários. Por volta das 12 horas, as agências de notícia começaram a divulgar que Fernandinho Beira-Mar estava vindo para Alagoas. A partir daí o noticiário local das emissoras de rádio e televisão passaram a divulgar. O governador evitou até as 14 horas a confirmação da notícia que pegou todo mundo de surpresa. ?Os empresários, os políticos, a Justiça ficaram indignados. Eles queriam ir para o aeroporto. Imaginem, os empresários que são naturalmente tranqüilos, queriam ir para o aeroporto impedir a descida do narcotraficante?, revelou Ronaldo Lessa nas entrevistas. Ronaldo Lessa demonstra saber e estar preparado a enfrentar, nos próximos 40 dias, uma onda de manifestações contrárias à presença de Beira-Mar em Maceió. ?O governo federal montou um plano de inteligência para funcionar durante todo o tempo que o preso ficar em Alagoas. Este plano de inteligência envolve mais de 60 policiais federais do grupo de elite. Além disso, montamos as nossas estratégias para reforçar a estrutura da segurança federal?. Sociedade A preocupação da sociedade civil é que o problema da violência no Estado é diferente em relação à violência que acontece no Sudeste, especificamente nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde o crime está ligado ao tráfico de drogas pesadas e armas. Sobre isso, Ronaldo Lessa na entrevista ao Programa TJ manhã, na última sexta-feira, repetiu: ?Primeiro, há um cerco estratégico para tentar evitar o acesso de narcotraficantes e assim que acabar a construção do presídio do Piauí ele vai embora?.