Política
Prefeitura prevê até R$ 1 mi para caixões
Servidores municipais de União dos Palmares foram pegos de surpresa quando descobriram que a prefeitura da cidade concluiu recentemente um processo licitatório, cujo valor passa de R$ 1 milhão, para aquisição de caixões funerários. O caso foi denunciado ontem pelo sindicato que representa o funcionalismo do município. Em entrevista ao programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de União dos Palmares, Olivânio Dias Albuquerque, informou que vai denunciar o fato ao Ministério Público Estadual (MP) para que haja uma intervenção e pedido de explicações ao gestor. De acordo com o sindicalista, o pregão que tinha o intuito de adquirir as urnas funerárias foi solicitado pela secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Melo, e autorizado pelo prefeito Areski Freitas, o Kil (PMDB). A secretária justificou, no edital da licitação, que o objetivo era comprar caixões para serem destinados às atividades do órgão no cotidiano. O valor estimado do certame estava na ordem de R$ 1.109.084,85. Para Olivânio Albuquerque, a medida tomada pela pasta e, posteriormente, autorizada pelo prefeito, é desnecessária diante das dificuldades financeiras do município de União dos Palmares. Segundo denúncia, as secretarias estão funcionando com estrutura precária e vários serviços estão suspensos sob alegação de falta de dinheiro em caixa. ?A nossa Casa da Sopa está fechada, não temos mais distribuição de leite, enxovais para gestantes e, de repente, a gente se depara com uma licitação que visa à compra de caixões. Esta, certamente, não é uma demanda da Assistência Social que é tão urgente. Não vemos pessoas na porta da prefeitura pedindo caixão. Alguns até têm planos funerários. Há outras prioridades da gestão?, afirmou o sindicalista. Ele disse que ainda esta semana vai ao MP denunciar o caso e pedir uma investigação para que os esclarecimentos sejam dados à população do município. Na terça-feira passada, um grupo de servidores protestou contra a gestão em uma área do município que pertence ao DER.