Política
Propina era condição para assinatura de contratos em Girau
O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público (MP) concedeu entrevista coletiva à imprensa, ontem, para apresentar detalhes da operação que resultou na prisão, na última sexta-feira, do ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fábio Aurélio, acusado de desviar recursos da saúde. O promotor Carlos David Lopes explicou que o esquema se concentrou numa empresa que, segundo o MP, destinava-se exclusivamente à emissão de notas fiscais frias, com o Gecoc desvendando o suposto esquema após acordo de delação premiada com os empresários investigados. Segundo o promotor, uma das empresas investigadas é a RR Distribuidora, que, sozinha, teria emitido R$ 609 mil em notas relativas à compra fictícia de medicamentos para o município do Agreste alagoano, com 10% deste valor sendo repassado, em forma de propina, para o ex-prefeito. Ainda de acordo com o promotor, o montante movimentado com o esquema ? em propina e notas frias ? ultrapassou R$ 1 milhão.