Política
Fetar diz que usinas deram golpe contra o trabalhador
O presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais de Alagoas (Fetar/AL), Cícero de Oliveira, classifica como ?um golpe contra todos os trabalhadores? o pedido de recuperação judicial feito por sete usinas ligadas à Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas. Desde a semana passada que o setor sucroalcooleiro e toda a sua cadeia produtiva estão tensos com a situação nas usinas Sinimbu, Sumaúma, Paisa, Capricho, Seresta, Porto Rico e Porto Alegre. Segundo Oliveira, o pedido de recuperação judicial não chegou a ser uma surpresa para os trabalhadores que prestam serviços às usinas. ?Muitas delas não vinham honrando os compromissos com os trabalhadores. Atrasavam salários e não recolhiam os tributos trabalhistas. Até acordos de rescisões homologados pela Justiça vinham sendo descumpridos, como aconteceu na Porto Rico e na Sinimbu?, revela. A Fetar/AL tem orientado os trabalhadores a ?não esperar nada e ir direto para a Justiça também, independentemente de recuperação judicial ou não?, afirma Oliveira à Gazeta. ?No total, são 50 mil pessoas prejudicadas com esse pedido de recuperação?. Ele explica que as usinas devem adotar a seguinte estratégia para manter a produção: ?Vão dispensar o pessoal mais antigo, que têm direitos a receber, e contratar gente nova para fazer o serviço, gente sem vínculo nenhum ainda, sem dinheiro a receber?. E emenda: ?Não concordamos com essa choradeira [dos usineiros]. Três dessas sete usinas já vinham sem moer: a Capricho, a Sinimbu e a Porto Alegre?.