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Juiz amea�ado denuncia liga��o de autoridades com crime organizado

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BLEINE OLIVEIRA Mesmo andando sempre acompanhado por dois policiais militares, o juiz Jerônimo Roberto dos Santos, que há cinco anos ajudou a desmantelar a quadrilha que ficou conhecida como ?gangue fardada?, não se sente seguro. E a causa dessa insegurança, segundo ele afirmou ontem à imprensa, é a ?relação de cama, mesa e banho que algumas autoridades alagoanas mantêm com marginais?. Em conseqüência dessa relação tão próxima é que ?bandidos se julgam protegidos e, por isso, capazes de atentar contra autoridades que lutam contra o crime organizado?. Em sua sala, no Fórum do Barro Duro, o juiz implantou, com dinheiro próprio, um sistema de vídeo, como mais uma forma de impedir que atentem contra sua vida. Mas reclama que os policiais colocados à sua disposição não têm condições para atuar em sua segurança, de forma eficiente. As armas que utilizam são obsoletas e não recebem a gratificação salarial dada a quem atua na segurança de autoridades. Só Deus Ouvido sobre a declaração do juiz Jerônimo Roberto, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Geraldo Tenório, admitiu que não há carro para os seguranças do magistrado e que só paga gratificação aos militares indicados pelo Judiciário. Mas, independente do caso de Jerônimo Roberto, o presidente do TJ não acredita em segurança pessoal. Para ele, ?ninguém protege ninguém?. O desembargador Geraldo Tenório afirma ainda que ?só Deus nos dá segurança, pois quando se quer matar alguém se faz em casa, na rua, em qualquer lugar?. Ele diz também que não quer segurança policial, mas recomenda a quem se sente ameaçado, que adote toda cautela necessária para se proteger.

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