Política
Vereador é executado por pistoleiros no Sertão
Batalha ? O assassinato do vereador Adelmo Rodrigues de Melo, 61, o ?Neguinho Boiadeiro?, e do atentado contra José Emílio, filho do ex-prefeito de Batalha assassinado, ?Zé Miguel?, instalou um clima de medo entre os moradores de Batalha. Após o crime, a maioria dos comerciantes fecharam as portas e até mesmo os curiosos que acompanhavam de longe o trabalho da polícia se mantinham desconfiados e receosos em falar sobre o assunto. ?A situação já estava tensa desde ontem [quarta-feira], tinha quatro veículos diferentes ? que a gente sabe que não eram de moradores da cidade ? circulando por aqui e gerando desconfiança. E foi nisso aí que deu?, afirmou um morador, que estava no Hospital Antônio Vieira Filho, para onde Neguinho Boiadeiro foi levado após ser alvejado por aproximadamente dez tiros. A vítima morreu pouco depois. Há o temor que mais homicídios aconteçam no município, com o reacendimento da rixa entre as famílias Boiadeiro e Dantas, principalmente depois que a viúva, Mércia Boiadeiro, e o filho, Preto Boiadeiro, acusaram publicamente a família rival. ?Quem mandou matar meu pai foi Paulo Dantas, Marina Dantas e o Eudes, que é policial civil. Foi um crime de encomenda, meu pai não tinha nenhum intrigado, nunca fez mal a ninguém. Eles eram os únicos inimigos que ele tinha. A prefeita, quando se afastou de Batalha, muita gente veio avisar que ela iria matar meu pai?, afirmou Preto Boiadeiro, que negou envolvimento da família no atentado contra José Emílio. A viúva disse também não ter dúvidas sobre o envolvimento da polícia na morte do vereador. ?Quem está matando a nossa família é a polícia de Alagoas. Eu quero chamar a atenção da Justiça Federal, porque nós já procuramos a Justiça estadual, mas não teve acordo. A gente foi conversar com o governador e ele não recebeu a gente de jeito nenhum. Nós já procuramos o Direitos Humanos daqui de Alagoas, a juíza daqui de Batalha, o secretário de Segurança, que prometeram que a paz estava selada, mas olha o que aconteceu?. O crime aconteceu no momento em que o vereador saía da Câmara de Vereadores de Batalha, pouco antes das 13h de ontem. As primeiras informações são de que ele, o policial civil Joaquin Lins Neto, 55, mais conhecido como Pirauá, que trabalharia como segurança do vereador, e José Elson Oliveira da Silva, 25, haviam acabado de entrar no carro do parlamentar quando foram alvejados por dois homens, que estariam a pé.