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Governo quer contrapartida dos Poderes

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Alagoas é um dos poucos estados que fecha o conturbado ano de 2017 com as contas, o pagamento dos salários e o décimo terceiro dos servidores em dia. A estratégia administrativa de ajuste fiscal garante estabilidade econômica nos cofres públicos e investimentos nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Mas tudo tem um preço muito alto. Os Poderes, Instituições e as Secretarias de Estado acostumados com folga financeira e suplementação orçamentária larga, agora têm que ?apertar o cinto?. Isto não é força de expressão. O governo encaminhou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 para aprovação do Legislativo com a previsão de gastos de R$ 10,2 bilhões, ou seja, menos 0,41% em relação ao orçamento deste ano. O Executivo mostra disposição para segurar com mão de ferro o ajuste fiscal e assim não comprometer o equilíbrio das contas, a harmonia e independência entre os Poderes, e o pagamento em dia de credores e do funcionalismo. No entanto, todos os Poderes encaminharam ao governo e ao Legislativo pedido de suplementação orçamentária porque não conseguiram fechar as contas de 2017 com o orçamento aprovado no ano passado. Até o Executivo enfrentou problemas com gastos extras. A folha do funcionalismo do governo aumentou por causa do reajuste salarial concedido em duas etapas: 3,15% em junho e agora em dezembro vem a segunda parcela de 3,14%. Mas os técnicos do Executivo garantem que está tudo dentro do planejamento. Os Poderes também pediram suplementação orçamentária, confirmou o secretário da Fazenda, George Santoro. O Executivo fez uma revisão da receita, daí foi possível fazer negociação com os presidentes dos Poderes e Instituições garantindo complemento de duodécimos.

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