Política
Medo toma conta da população de Batalha
A rotina na cidade de Batalha não é mais a mesma desde a morte do vereador Adelmo Rodrigues de Melo, 61, o Neguinho Boiadeiro, e do atentado contra José Emílio Dantas, na tarde da última quinta-feira. Na sexta-feira, apesar de o comércio ter aberto as portas, o movimento era pequeno. Algumas ruas estavam praticamente desertas. ?Muita gente foi para o velório do vereador em Craíbas?, justificou um aposentado, que observava a falta de movimento no Centro junto com um amigo, em um banco de praça. ?Mas ontem até a igreja fechou. Era dia de terço, mas não teve porque a igreja não abriu?, afirmou. Morador há 20 anos de Batalha, afirma que a cidade geralmente é pacata, mas mesmo assim pediu para não ter o nome e nem a imagem divulgados. E ainda reforçou o pedido após perceber que um motociclista já havia passado pela praça três vezes, observando o grupo. ?Quando não acontece esse tipo de problema, a cidade é tranquila, a pessoa pode caminhar qualquer hora da noite e ninguém vai mexer, mas depois do que aconteceu, todo mundo fica com receio. O povo não tem nada a ver com a história, mas todos têm medo de estar perto quando um crime assim acontece e acabar morrendo de graça?, disse. O amigo dele, que também pediu para não ser identificado, afirmou que apesar da tranquilidade do município, não é surpresa a ocorrência de crimes como o assassinato do vereador. ?Não é que a gente sabe que vai acontecer, ou que ouviu falar, mas não deixa de ser algo que a gente espera, por conta de todo o histórico que já existia envolvendo a família. Neguinho Boiadeiro era uma pessoa muito boa para o povo, mas o que se fala é que a família tinha muitos inimigos, gente poderosa, e não só aqui em Batalha?, falou.