Política
Operação prende cinco por sonegação ao Fisco
Uma operação do Ministério Público Estadual (MP) e da Secretaria da Fazenda (Sefaz) prendeu, ontem pela manhã, quatro fiscais de tributos e um contador acusados de participação em um esquema de sonegação fiscal que movimentou mais de R$ 120 milhões a partir de 2011. As investigações são um desdobramento da Operação Polhastro, realizada em setembro passado e que descobriu o esquema de sonegação após se debruçar sobre a contabilidade da empresa Griffe do Frango, uma das favorecidas pela atuação dos fiscais de tributos. Até o fechamento desta edição, dois fiscais de tributos se encontravam foragidos. Membros do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal (Gaesf), do (MP), deram cumprimento a sete mandados de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e dois de afastamentos de cargo público, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, além do requerimento de prisões preventivas de dois militares. De acordo com a assessoria do MP Estadual, os fiscais considerados foragidos são José Vasconcelos e Augusto Alves Nicácio. Eles não haviam sido localizados ontem. Porém, um advogado entrou em contato com o Ministério Público e afirmou que vai apresentar os dois ao Gaesf. As prisões são preventivas, ou seja, não há data para a soltura dos acusados. As prisões preventivas foram expedidas para José Vasconcellos Santos, Edmar Assunção e Silva, Luiz Américo de Araújo Santos, Francisco Manoel Gonçalves de Castro, Marco César Lira de Araújo e Augusto Alves Nicácio Filho, todos fiscais de tributos da Sefaz, além do contador José Josenildo da Silva Omena, por envolvimento em fraudes e recebimento de propinas, entre outros crimes apurados pelos integrantes do Gaesf. Foram ainda afastados de suas funções, por meio de decisão judicial, os fiscais José Márcio de Medeiros Maia (ex-vereador por Maceió e pai do vereador José Márcio Filho ? PSDB) e Luiz Marcelo Duarte Maia. Além destes, ainda segundo o inquérito, também estão envolvidos no esquema de sonegação o cabo PM Marcelo Araújo Almeida, além dos sargentos Santos e Adílson Jacumbinho (todos vinculados ao Posto Fiscal de Porto Real do Colégio), cujas prisões preventivas já foram solicitadas à 13ª Vara Criminal da Capital ? Auditoria Militar.