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TRE pede calma ao eleitorado do interior do Estado

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O presidente em exercício do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), desembargador Pedro Augusto Mendonça de Araújo, como a maioria dos juízes e desembargadores de Alagoas, não esconde a preocupação com o clima de disputa eleitoral que já ocorre nas regiões. O episódio do último dia 9, que resultou na morte do vereador Adelmo Rodrigues de Melo (PSD) ? conhecido como ?Neguinho Boiadeiro? ? chama a atenção para possíveis e novas reações criminosas. ?O que nos preocupa é este clima de violência em determinadas regiões, como ocorreu em Batalha. Esta violência interfere no dia a dia dos habitantes daquela cidade e também da Justiça como um todo?, observou o presidente do TRE/AL. Os candidatos à reeleição e os novatos da política partidária travam batalhas fortes nos bastidores para manter seus redutos. Tentam demarcar territórios conquistados em eleições passadas e alguns contam com apoio de famílias historicamente adversárias, como ocorreu em Batalha, onde os grupos Dantas e Boiadeiro se matam há mais de 20 anos. CENÁRIO DELICADO Neste momento de início de conversas visando coligações de partidos políticos para as eleições gerais do próximo ano, os integrantes da Justiça Eleitoral demonstram mais atenção. Sobre o episódio sangrento em Batalha, o desembargador Pedro Augusto analisou como um problema isolado, localizado e, pelo que se sabe até agora, segundo o desembargador, restrito às duas famílias. ?Sabe-se que as duas famílias (Boiadeiro e Dantas) têm divergências antigas e praticam crimes entre eles. Acredito e espero que o episódio fique restrito. Não deverá ter outros reflexos?. Os confrontos entre as duas famílias de Batalha relembram episódios do passado, quando os coronéis mantinham seus redutos na base da violência. O desembargador lamentou. ?Infelizmente essas coisas são do passado. Mas, lamentavelmente, a inimizade entre eles permanece naquele município. Aí fica difícil chegar ao entendimento. Até que estava, há algum tempo, um clima pacífico na região. As divergências e intrigas que pareciam superadas voltaram à tona?, criticou o presidente do TRE/AL. O desembargador não vê, neste momento de tensão entre as duas famílias, um problema gerado por disputa política. Porém, percebe que tem relação com a disputa de espaço político no município. ?Estamos todos atentos: tanto o Tribunal de Justiça como a Justiça Eleitoral também acompanha, com tristeza, este movimento entre as duas famílias?. Pedro Augusto considera que o episódio é ruim para o Estado e gera repercussão negativa, porque mostra Alagoas de forma violenta, no momento que há um esforço do governo estadual de construir nova imagem, reduzir a violência e melhorar as condições de vida dos alagoanos.

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