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Política

Parlamentares reconhecem que há privilégios demais

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Deputado eleito pelo PDT e líder da bancada alagoana na Câmara Federal, Ronaldo Lessa reconhece que os parlamentares têm privilégios demais na Casa Legislativa. Para ele, os salários pagos são altos, a quantidade de funcionários disponíveis também, entre outros gastos que, na visão dele, podem ser reduzidos. ?Acho que poderia perfeitamente todos os poderes reduzirem os custos operacionais. Não tenho dúvidas. Estou me referindo ao Ministério Público, ao Judiciário que é caríssimo no Brasil e o Congresso também, evidentemente, com salários altíssimos, a quantidade de funcionários, os privilégios dos próprios deputados. Há coisas que podem ser reduzidas sem dúvida nenhuma. Eu tenho falado sobre isso, já discuti. Eu acho que os políticos, senadores e deputados deveriam até começar por dentro do Congresso, para ter mais autoridade de cobrar dos outros poderes a redução dos custos. Sermos nós a fazer as mudanças estruturais que efetivamente poderiam dar exemplo, para que os outros poderes tivessem que acompanhar?, posiciona-se Ronaldo Lessa. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na atual legislatura, o único deputado a se manifestar pela redução dos custos na Casa foi Rodrigo Cunha (PSDB). O parlamentar se recusou a receber a Gratificação de Dedicação Exclusiva (GDE) no valor mensal de R$ 100 mil e com isso deixou na Casa aproximadamente R$ 3 milhões, somados a partir do início do mandato. Ele queria que o dinheiro fosse devolvido ao Poder Executivo para investimentos em diversas áreas, mas o plenário negou o pedido. Se todos os deputados seguissem o mesmo caminho, resultaria em uma economia de cerca de R$ 20 milhões por ano, conforme estima o deputado.

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