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Política

Projeto libera policiais civis para darem aulas

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O projeto de lei já nasceu polêmico. Foi levado à primeira votação na sessão de ontem, na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e, se aprovado, permitirá que policiais civis exerçam, cumulativamente, a função de professor. De autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PMDB), líder do governo na Casa, a matéria teve votos contrários de quatro dos 19 parlamentares presentes à sessão. Ronaldo Medeiros argumentou em defesa do projeto que em vários estados exercer a função de professor e atividade de policial civil ao mesmo tempo já não é considerado acúmulo de cargo. Ele citou como exemplo a Bahia, Rio de Janeiro e Paraíba. Não é o que entendem os deputados Isnaldo Bulhões (PMDB), Tarcizo Freire (PP), Bruno Toledo (Pros) e Leo Loureiro (PPL). Eles consideram que o projeto padece de vício de iniciativa e votaram contra a matéria. Medeiros deu o seguinte exemplo para defender o projeto: ?Imagine eu policial, eu trabalho em sala de aula, sou professor, educador, então vou ter o máximo de cuidado na minha profissão para não fazer nada de errado. Como é que eu vou encarar uma turma depois??, ele indaga, ao dizer que ?também o governo vai colocar mais dinheiro na família do policial, que é uma atividade nobre, sem gastar um centavo?, diz. Quanto à alegação do deputado Bruno Toledo de que o projeto cria despesa para o governo e por isso só o próprio Executivo poderia encaminhá-lo à ALE, e não um deputado, tampouco o líder do governo, Ronaldo Medeiros disse que não está criando qualquer despesa. ?Eu não estou criando despesa. Estou querendo é favorecer os policiais que hoje estão exercendo a profissão de magistério ou que vão exercer. Hoje o policial trabalha um dia e tem 48 horas de folga, você pode tranquilamente trabalhar numa atividade sem fazer essa questão do bico. Bico na minha opinião é prejudicial?, disse e falou que vem conversando com o governador para que ele não vete a matéria.

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