Política
AL avança com recursos próprios, diz Renan Filho
O governador Renan Filho (PMDB) avaliou, ontem, o resultado da pesquisa feita pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB), onde Alagoas aparece como o Estado da região Nordeste que mais reduziu a dependência de recursos federais. Na comparação entre os oito primeiros meses de 2016 e de 2017, Alagoas baixou o Índice de Dependência Financeira (IDF) de 0,48 para 0,43. A redução de cinco pontos foi maior, inclusive, que a média nordestina, cujo IDF caiu de 0,39 para 0,37. Sete Estados do Nordeste, incluindo Alagoas, apresentaram redução do Índice. Isso significa que estão menos dependentes dos repasses do governo federal, são eles: Ceará (de 0,38 para 0,36), Maranhão (de 0,48 para 0,45), Paraíba (de 0,48 para 0,45), Piauí (de 0,49 para 0,46), Rio Grande do Norte (de 0,40 para 0,39) e Sergipe (0,40 para 0,39). Na Bahia, o índice ficou estagnado (0,34) e em Pernambuco piorou: cresceu de 0,28 para 0,29. O IDF corresponde à relação entre as transferências da União e a receita corrente líquida dos respectivos Estados. Para o governador Renan Filho, reduzir a dependência de recursos federais em meio a uma das maiores crises econômicas da história republicana do País é algo muito significativo. ?O governo de Alagoas faz um esforço para com os seus próprios recursos enfrentar a crise que toma conta do Brasil. Esse resultado para nós é importante porque reduzir a dependência dos recursos do governo federal demonstra que estamos no caminho certo, na busca por soluções dos nossos problemas, alguns deles históricos?, avaliou o governador Renan Filho. O estudo conclui que ?as Transferências Federais cumprem um papel ainda vital para o fortalecimento do Nordeste. Contudo, torna-se imprescindível fortalecer as políticas de desenvolvimento regional, com ênfase em estratégias direcionadas para adensar as cadeias produtivas locais, de forma que a região possa reduzir sua dependência de recursos provenientes da União?. Ainda segundo o estudo, o Nordeste continua sendo a região com o maior grau de dependência das transferências federais, uma vez que sua arrecadação auferida significou apenas 63% da receita realizada no período, quando a média nacional é 82%.