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PM acusa Albuquerque e o filho de agressão

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A ida a um leilão na cidade de Belém, agreste alagoano, se transformou em uma confusão entre o tenente-coronel Pantaleão Ferro, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de União dos Palmares, e os parlamentares Antônio e Nivaldo Albuquerque, deputados estadual e federal, respectivamente. O militar afirma ter sido agredido pelos dois políticos e diz que quer proteção da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em um Boletim de Ocorrência (BO) registrado na delegacia de Taquarana, o policial afirma ter levado um tapa no rosto, dado por Antônio Albuquerque. Já Nivaldo teria ameaçado puxar uma arma durante a briga. O motivo seria uma brincadeira, feita enquanto todos estavam na casa da prefeita de Belém, Paula Santa Rosa (PSDB) e da qual pai e filho não teriam gostado. ?O deputado chegou e começamos a conversar, porque a família da gente se conhece há mais de 30 anos. O Nivaldinho chegou perto para escutar e, como temos essa ligação, eu disse, em tom de brincadeira, que era conversa de gente grande, que ele ainda era menino. Ele deu dois passos para trás e quando voltou colocou o dedo na minha cara?, relata Pantaleão. Segundo o tenente-coronel, foi nesse momento que ele sofreu a agressão. ?O Nivaldinho disse: ?Me respeite que eu sou deputado?. Disse para ele que não tinha sido minha intenção ofendê-lo. O Antônio levantou e colocou o dedo na minha cara. Eu disse para ele que na casa do meu pai tinha uma foto dele e ele me disse para rasgar. Foi quando ele me deu o tapa?, acrescenta. O comandante do 2º BPM aponta que retribuiu o gesto e também bateu no rosto do deputado estadual. ?Retribuí a gentileza e dei um tapa também. Foi quando o filho colocou a mão na cintura para sacar uma arma. Coloquei o dedo na cara dele e disse: ?Atire, covarde, você só atira em homem desarmado??, afirma o policial. A briga teria sido apartada pela prefeita e dona da casa onde tudo aconteceu e o comandante diz ter sido levado para a suíte da residência, onde ficou trancado para evitar mais agitação. De lá, teria pedido apoio do Comando-Geral da PM, que enviou o Batalhão de Operações Especiais (Bope) para escoltá-lo para fora da propriedade, a Fazenda Santa Rosa, zona rural de Belém.

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