Política
Cortes no orçamento de Maceió preocupam MPE e entidades
A audiência pública na Câmara de Vereadores para debater a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2018, ontem pela manhã, transformou-se numa ampla discussão principalmente sobre problemas nas áreas da educação e assistência social do município. O que deveria ser considerado um meio de definição sobre os valores a serem investidos pela prefeitura no próximo ano, estimados em R$ 2 bilhões e 582 milhões, acabou por se revelar em dados que provocaram preocupação, fazendo com que houvessem novas críticas dos vereadores durante a sessão ordinária, à tarde. A situação ganhou contornos de preocupação, após a promotora da Vara da Infância e da Juventude da Capital, Alexandra Buerlen, revelar que atualmente há cerca de 58 mil crianças fora das salas de aula em Maceió e o orçamento do município prevê a abertura de apenas 6 mil vagas para 2018, permanecendo um deficit de 52 mil vagas. Outro ponto destacado pela promotora de Justiça, convidada como representante do Ministério Público Estadual para a audiência, esteve relacionado à área da assistência social, que segundo ela tem previsão de redução de R$ 2 milhões no orçamento do próximo ano comparado com o de 2017. ?Se no ano passado (2017) a gente não conseguiu atingir as nossas metas com os recursos que tinham, como é que esse ano (2018) com R$ 2 milhões a menos, a gente vai conseguir? O nosso papel é de persuasão, é mostrar quais são as demandas onde a gente identificou falhas no orçamento e mostrar o quanto isso viola os direitos, no meu caso por exemplo de promotora dos Direitos da Criança e do Adolescente?, posicionou-se Alexandra Buerlen.