Política
Gaesf adota teto de R$ 2 mi para investigar
O modo de agir das organizações criminosas se assemelha. Passa por negociações ilícitas a partir de transações que impedem a arrecadação de impostos, fraudes no recolhimento de ICMS, falsificação de documentos públicos e privados e falsidade ideológica. O foco do Gaesf é o ICMS, porém, no momento em que se encontram crimes em outras esferas, os órgãos responsáveis são comunicados para que tomem as providências. O colegiado trabalha com um teto de, no mínimo, R$ 2 milhões em fraude. Abaixo desse montante, o caso é encaminhado para a Delegacia de Combate aos Crimes Tributários. O ponto de partida é o trabalho de inteligência da Sefaz. Para se ter ideia do rombo causado aos cofres públicos, somente com o dinheiro do ICMS fraudado por uma das empresas envolvidas na Operação Nicotina, deflagrada em fevereiro, daria para construir o Hospital Metropolitano, que está em fase de execução pelo governo do Estado, na região do Tabuleiro do Martins. São R$ 41 milhões de fraude, que acrescido do valor da multa e correção monetária sobe para R$ 66 milhões. O hospital está orçado em R$ 65 milhões. A empresa, segundo o promotor Cyro Blatter, fez um acordo e vem pagando em parcelas o montante fraudado. ?É esse o grande objetivo do Gaesf. A recuperação de impostos?, afirma.