Política
Com medo, empresas começam a negociar
A ação do grupo de combate à sonegação tributária tem levado empresários que estavam na iminência de ser alvo de operações policiais a regularizar a situação. Dois deles procuraram o Gaesf recentemente para resolver o que até então eram consideradas fraudes. Foram pedir para fechar um acordo e pagar o que devem ao Estado. É o chamado efeito pedagógico, como destacam os integrantes do Gaesf. ?Neste momento o colegiado está em tratativas com duas empresas de médio porte, que nos procuraram espontaneamente e explicaram os equívocos fiscais, contábeis e em alguns casos eventuais fraudes, e vai se iniciar um processo de regularização dessas duas empresas?, revela Blatter. ?Nossa ideia não é achincalhar o contribuinte de maneira nenhuma. Se ele está errado e quer resolver, estamos aqui abertos para atender?, complementa João Clemente, da Sefaz. O promotor Cyro Blatter, por sua vez, destaca que a impunidade era fator muitas vezes para a sonegação. ?Impunidade tributária era um sentimento muito enraizado e a partir de agora considero que está mudando essa cultura. Os comerciantes, os empresários e os próprios agentes públicos estão tomando consciência que é necessário o cumprimento estrito da lei e é isso que este colegiado está fazendo e vai continuar?, assegura. E diz que o trabalho será ampliado em 2018 com a chegada de novos fiscais, promotores, delegados e procuradores de Estado. ?De forma a aumentar a velocidade das operações e dá uma celeridade maior nessa recuperação de ativos?, pontua.