Política
MPF oferece denúncia à Justiça contra Vilela
O ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) pode se tornar réu na Justiça, caso a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal em Alagoas seja aceita. O MPF/AL ofereceu ontem a denúncia contra ele para a Justiça Federal, ainda como desdobramento da Operação Caribdis, da Polícia Federal (PF), desencadeada na semana passada e que investiga um esquema de recebimento de propinas por meio de obras do Canal do Sertão. Pesa contra Vilela a acusação de ter recebido R$ 2 milhões de propina. A Polícia Federal constatou os crimes de fraude à lei de licitação, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de capitais, entre os anos de 2009 e 2014, referente às obras dos trechos 3 e 4 do Canal do Sertão. Além de Vilela, o núcleo político da denúncia também é formado por Marco Fireman, ex-secretário Estadual de Infraestrutura; Fernando Nunes, ex-secretário adjunto Estadual de Infraestrutura; Ricardo Aragão, ex-Superintendente/Assessor de Projetos Especiais da Secretaria Estadual de Infraestrutura; Carlos Alberto Quintella Jucá, ex-assessor especial do ex-governador; e Elias Vilela, irmão do ex-governador. No caso de Elias, segundo a PF, foi ele quem intermediou o recebimento de propina para o irmão. Segundo o Ministério Público Federal em Alagoas, do núcleo empresarial, os denunciados são João Pacífico Ferreira, que na época dos crimes era diretor-superintendente da Construtora Norberto Odebrecht; Alexandre Biselli, diretor de contrato da Odebrecht; Fabiano Rodrigues Munhoz, também diretor da construtora Odebrecht; Jerônimo Leoni Leandro Lima, engenheiro da Cohidro Engenharia; José Ricardo Nogueira Breghirolli, diretor da Construtora OAS, e Ide Saffe Junior, engenheiro da OAS. O MPF requer ainda à Justiça a decretação de sequestro dos bens e das quantias depositadas nas contas dos denunciados até o valor total de R$ 71 milhões.