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TJ condena 62 por improbidade durante 2017

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Na última quarta-feira (6) fez dez anos que os alagoanos acordaram com a prisão de deputados estaduais na Operação Taturana, desmontando um esquema que desviou cerca de R$ 300 milhões dos cofres públicos na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Umas das maiores fraudes de que se tem notícia no Estado. O que mudou na vida dos presos? Muito pouco. Uma década depois, os acusados seguem na vida pública, alguns foram até promovidos para cargos que exercem, hoje, no Congresso. O Ministério Público de Alagoas (MP) e o Tribunal de Justiça (TJ) garantem que estão fazendo sua parte no combate à corrupção no Estado. No entanto, apesar das denúncias e julgamentos, o reparo ao erário figura como algo de uma possibilidade remota. Entre os meses de janeiro a novembro deste ano, os dados da Assessoria de Planejamento e Modernização do Poder Judiciário de Alagoas (APMP) revelam que neste período os magistrados sentenciaram 62 pessoas por improbidade administrativa, um aumento de 16,98% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram condenadas 53 pessoas também em ações semelhantes. Diante dos números, o presidente do TJ, desembargador Otávio Praxedes, declarou que os processos de improbidade são prioridade no Poder Judiciário alagoano. ?O Tribunal de Justiça prioriza a tramitação e o julgamento dos processos de combate à corrupção e à improbidade administrativa, tanto que criou e mantém um núcleo de magistrados especializados para dar celeridade a essas demandas e a resposta que a sociedade espera e merece?, apontou o desembargador em entrevista exclusiva. Em Alagoas, o MP Estadual e Federal asseguram que tratam o combate à corrupção como prioridade. Contudo, os órgãos alertam que não basta a investigação policial e, em seguida, a denúncia. Eles defendem que é preciso haver a punição legal.

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