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Operação da PF abala pré-candidatura tucana

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A operação foi realizada na manhã do último dia 30 e abalou o ninho tucano. Desencadeada pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), a Caribdis teve como um dos principais alvos o ex-governador de Alagoas e ex-presidente estadual do PSDB, Teotonio Vilela Filho. Trouxe à tona não apenas as investigações sobre supostos desvios de recursos na obra do Canal do Sertão, na gestão de Vilela, mas a ameaça de minar os planos do partido no Estado ao colocar a sigla sob o holofote da Operação Lava Jato. A ação da PF, um desdobramento da Lava Jato, passou como um rolo compressor no alto clero do tucanato em Alagoas e deixou um turbilhão de incertezas sobre o processo eleitoral de 2018, que se avizinha, e o futuro próximo para o PSDB, que tem em Teotonio Vilela Filho nome de peso para voltar a disputar o Senado em 2020. Além de Vilela, seu secretário de Infraestrutura à época, e fiel escudeiro, Marco Fireman, também foi alvo da devassa da PF, que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Alagoas, em Maceió, na área metropolitana da capital alagoana, além das cidades de Salvador (BA), Limeira (SP) e Brasília (DF). Um deles, no apartamento de Vilela, na orla da capital alagoana. O objetivo: complementar provas para o inquérito policial que apura suposta prática dos crimes de fraude à licitação, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados à obra do Canal do Sertão, nos lotes nºs 3 e 4, licitados pelo governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Infraestrutura, na gestão de Vilela. Os ilícitos teriam ocorrido entre 2009 e 2014. Na quinta-feira passada, o MPF ofereceu denúncia criminal à Justiça Federal em Alagoas contra Vilela ?e outros acusados por desvio de dinheiro público em benefício próprio e alheio?.

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