Política
Omar reage contra proposta de ministro
CAÍQUE MARQUES O vice-presidente da seccional alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Omar Coelho, declarou, ontem, que o governador Ronaldo Lessa vai cometer suicídio político se aceitar a federalização do presídio Baldomero Cavalcanti, para que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, permaneça de vez em Alagoas. A resposta de Omar Coelho foi referente à reunião que Lessa teve com o ministro da Casa Civil, José Dirceu, na última segunda-feira. O principal assunto em discussão foi a possível federalização do presídio, transformando-o em um local de segurança máxima, para abrigar marginais federais. A intenção do governo federal é contar com a boa vontade de Lessa, que aceitou a permanência de Fernandinho Beira-Mar, na sede da Polícia Federal (PF), por um período de 40 dias. ?O ministro José Dirceu precisa entender que os problemas do País não podem ser resolvidos somente pelo Nordeste. Alagoas e o Piauí não são redutos de marginais federais. Eles devem ficar no Distrito Federal?, disparou Omar Coelho. A notícia da possibilidade de Beira-Mar não sair mais de Alagoas foi motivada pelas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governador do Piauí, Welington Dias. Lula disse que o traficante não vai mais para Teresina e que o Estado não é obrigado a recebê-lo e nem a aceitar a federalização de presídios. A advogada de Beira-Mar, Cecília Machado, visitou, ontem, o traficante na sede da PF. Na ocasião, ela disse que não vai aceitar a transferência do traficante e que o lugar dele é no Rio de Janeiro. Ela tenta na Justiça que o traficante retorne a Bangu I.