Política
Prefeitos querem mais recursos da União
Esta última semana foi de grande movimentação de prefeitos em busca de apoio financeiro e político à pauta municipalista em Brasília. Além da liberação até o final deste ano de R$ 2 bilhões de repasse extra às mais de 5.500 prefeituras de todo o Brasil, os gestores municipais também buscam aumento no repasse da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e saem em defesa da reforma da Previdência. Com as mudanças em proposição, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), as localidades poderão ter uma economia de 1,26 da folha mensal de pagamento, o que, segundo a entidade, pode significar dinheiro disponível no caixa, suficiente para bancar 13º e até 1/3 das férias de todos os servidores municipais. ?Nas últimas semanas tivemos conquistas importantes aqui no Congresso. O presidente se comprometeu com a CNM a fazer um aporte de R$ 2 bilhões para socorrer os municípios. Nós tivemos aprovado no Senado o projeto dos precatórios, que dá uma folga maior para que os municípios possam pagar suas dívidas. Na Câmara dos Deputados, estamos trabalhando com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM/RJ), para que ele paute o projeto que aumenta em mais 1% o FPM do mês de setembro, já aprovado pelo Senado?, declarou o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (PMDB). Ele esteve esta semana em Brasília na comitiva com aproximadamente 300 prefeitos, que se encontraram com o presidente Michel Temer (PMDB), na última quarta-feira, 13, em busca de reforço à pauta municipalista. Para o presidente da AMA, a expectativa é de que Temer assine nos próximos dias a Medida Provisória que destina a ajuda de R$ 2 bilhões às prefeituras como Apoio Financeiro aos Municípios (AFM). ?É importante que a gente saiba quando esses recursos chegarão?, acrescentou o presidente da AMA. Após o encontro na capital federal, Temer assegurou apenas que a verba deve ser liberada até o fim deste mês. ?Dois bilhões em números pode parecer grandioso, mas depois de dividido com mais de 5 mil municípios não é uma receita que vá resolver todos os problemas, como o pagamento do décimo terceiro salário e fornecedores, que são muito maiores. Mesmo Assim, reconhecemos a ajuda do presidente Temer?, ressaltou Wanderley.