Política
Força-tarefa deverá coibir irregularidades
Ao fazer o balanço da Justiça Eleitoral em 2017, o presidente do TRE/AL, desembargador José Carlos Malta Marques, considerou o ano positivo. ?Progredimos muito. Tivemos renovação de mandatos da maioria dos membros da Corte Eleitoral ? são sete titulares e sete substitutos ?, e estamos adotando providências para aumentar o número de processos a serem julgados. Praticamento estamos terminando o julgamento dos casos relacionados às eleições municipais de 2016. Estamos entrando em 2018 com o pensamento e nos preparando para as eleições gerais?. A crise econômica, no entanto, impediu investimento e afetou o funcionamento da Justiça Eleitoral. O exemplo maior, segundo o presidente do TRE, foi o impedimento da construção da nova sede. O ex-presidente do Tribunal, desembargador Sebastião da Costa Filho, tratou de agilizar providências para a construção da nova sede do TRE e adquiriu terreno, mas por falta de recursos, não houve condições de iniciar a construção. O desembargador José Carlos Malta Marques revelou que, para terminar o ano com os compromissos em dia, teve que adotar diversos contingenciamentos internos. ?Não fizemos investimentos, ficamos impossibilitados de realizar concurso público, garantimos o funcionamento das nossas necessidades básicas?. Para 2018 o que há é expectativa e esperança de melhoras. ?Mas não há garantias de investimentos e de realizar novos projetos estruturais. Falta dinheiro?. A menos de um ano para as eleições gerais, a Justiça Eleitoral Brasileira não tem previsão de quanto vai dispor para o processo que vai mobilizar os brasileiros a fim de escolherem presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Todos os planejamentos são feitos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As últimas eleições municipais (2016) custaram R$ 5 bilhões, conforme levantamento feito pela Folha de S. Paulo com base em dados fornecidos pelo TSE. As eleições foram 2% mais caras que as eleições gerais de 2014, que custaram R$ 4,83 bilhões. Com relação às prováveis candidaturas de Alagoas, o presidente do TRE lembrou que não tem nenhuma norma regulamentar, muito menos propaganda eleitoral, porque não existe candidato escolhido em convenção.