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TRE define estratégias de combate a fraudes

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O projeto para garantir eleições limpas será desenvolvido sem grandes alardes. Mas com muita disposição de enfrentamento com instrumentos da lei. No dia 26 de janeiro, toda a corte do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) se instala no município de Santana do Ipanema, distante 210 quilômetros de Maceió. Naquela região do Sertão, os desembargadores e técnicos do TRE se reunirão com eleitores, estudantes, trabalhadores, comunidades rurais e religiosos. No novo projeto de combate à corrupção eleitoral que prevê, pela primeira vez na história da Justiça Eleitoral, a descentralização das sessões plenárias, o TRE quer instrumentalizar eleitores que poderão assistir, inclusive, julgamento de processos dos políticos envolvidos com irregulares eleitorais. Depois do Sertão, o próximo objetivo da Justiça Eleitoral é o Agreste. O Tribunal vai se instalar em Arapiraca. A primeira etapa do audacioso projeto do TRE ocorre em regiões que curiosamente mantêm antigos métodos de disputa eleitoral, de controle de eleitores, e são cobiçadas por alguns políticos profissionais por conta dos chamados votos de cabresto, que podem decidir pleitos eleitorais. O Sertão e o Agreste têm focos de violência política e de tentativas de corrupção eleitoral. As disputas entre os ?coronéis? e ?caciques? até então objetivaram manter ?currais? eleitorais, intimidações e aliciamento de eleitores. As batalhas políticas costumam ser violentas e mortais. O Semiárido alagoano é cortado territorialmente por linhas imaginárias de um sistema arcaico da política nordestina. Cada fatia está sob domínio de conhecidas famílias que querem controlar colégios eleitorais com ajuda de ?jagunços? e ?pistoleiros?. A situação é tão séria que a população evita discutir política ou demonstrar posições partidárias em público, por causa de situações como a que ocorreu na tarde do dia 9 de novembro passado, no município de Batalha. Naquele dia, o vereador Adelmo Rodrigues de Melo ? o ?Neguinho Boiadeiro? (PSD), ao sair da Câmara Municipal, foi morto a tiros numa emboscada praticada por dois pistoleiros. O crime foi atribuído, pelos parentes da vítima, à família do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Dantas (PMDB), que nega qualquer tipo de envolvimento com o homicídio. Na emboscada, Neguinho estava acompanhado do motorista, o policial Civil Joaquim Pirauá, que também foi baleado e sobreviveu.

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