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Prefeito de Campo Grande ganha liberdade

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Por decisão do plantão Judiciário do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), a cargo do desembargador vice-presidente Celyrio Adamastor, o prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino (PRB), ganhou liberdade, no último fim de semana, após passar um mês na prisão, acusado de corrupção passiva. O retorno do prefeito ao comando do município já provocou insatisfação nos servidores públicos do município, que decidiram paralisar as atividades, ontem, para reivindicar pagamento do 13º salário. Os servidores tomaram a decisão em assembleia e afirmam que, assim que o prefeito retornou ao comando da prefeitura, decidiu suspender o pagamento do 13º da categoria. Até o Natal, o município seguia comandado pelo vice-prefeito da localidade, José Tenório dos Santos Neto (PRB), que se apresenta como Igor Higino. Ele inclusive chegou a publicar mensagem de feliz Natal no sítio da prefeitura na internet, destinada aos moradores de Campo Grande. Antes de conseguir a liberdade, os advogados do prefeito já haviam tentado habeas corpus, negado pelo desembargador João Azevedo Lessa na última sexta-feira (22), antes do TJ/AL iniciar o plantão. Liberado da prisão, Arnaldo Higino chegou a realizar um culto em sua casa para comemorar a liberdade. Embora solto, o prefeito de Campo Grande deve responder as acusações na Justiça e poderá ainda enfrentar um processo de impeachment na Câmara Municipal. De acordo com informações publicadas ontem na imprensa, conforme declarações do presidente do Legislativo, vereador Anderson Vera Cruz, cinco vereadores de oposição decidiram instalar uma comissão processante, para analisar as denúncias feitas contra o prefeito, a partir de investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), autor do pedido de prisão de Arnaldo Higino.

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