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Ex-prefeito acusado na morte de caseiro é solto

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O desembargador e vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Celyrio Adamastor Tenório, concedeu, nessa quarta-feira (27), o habeas corpus favorecendo Júnior Alcântara, ex-prefeito da cidade de Palestina preso por supostamente mandar matar o seu caseiro José Zenóbio Feitosa. A vítima teria sido morta a mando do ex-gestor para justificar o assalto que resultou no desaparecimento de documentos que comprovariam fraudes praticadas durante a gestão dele à frente da prefeitura do Sertão alagoano. De acordo com o advogado Fábio Ferrário, que representa o ex-prefeito, o pedido do HC apontou que a polícia não apresentou ?qualquer fundamento para a prisão?. ?Tanto que não indicou nenhum elemento. E pela pretensão do delegado, seria antecipar a pena sem processo, com base na intuição dele, tão somente, o que não é admissível em nenhum sistema penal do mundo democrático?, expôs Ferrário. Na decisão, o desembargador trocou a prisão preventiva pela aplicação de medida cautelares, a exemplo do monitoramento eletrônico, comparecimento periódico na vara de origem, recolhimento aos finais de semana, entre outras. ?Assim, considerando que, no caso em apreço, não restou evidenciada a imprescindibilidade da custódia preventiva do paciente, ao passo em que, por outro lado, o impetrante demonstrou elementos que militam a seu favor, entendo que o pedido de contra-mandado de prisão deve ser deferido, cominados com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão?, justificou. A polícia aponta que Júnior Alcântara é o autor intelectual do crime, ao lado do vereador Luciano Lucena, que também foi preso. O caseiro foi sequestrado e morto no mês de maio deste ano, mas só agora os responsáveis foram presos por ordem da Justiça. De acordo com a Polícia Civil, logo após a morte do caseiro, Júnior Alcântara entrou em contato com autoridades pedindo que o crime não ficasse impune, prendendo os responsáveis.

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