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Renan Filho vê atitude de Marun como chantagem

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Igaci ? O governador Renan Filho (PMDB) afirmou, ontem, na inauguração do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) em Igaci, que não aceita a tentativa de ?barganha? do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que tenta condicionar a liberação de financiamento público aos estados ao apoio dos governadores à reforma da Previdência. Em entrevista coletiva antes da solenidade, Renan Filho chegou a classificar como ?chantagem? a atitude do ministro e afirmou não acreditar que esse é o posicionamento do governo federal. ?Acho que barganha política, de qualquer tipo, não é republicana. A relação entre os estados e o governo federal precisa ser clara, republicana. Eu penso que isso não é pensamento do governo federal, deve ser uma posição unilateral e equivocada do ministro Marun. Acho que falta experiência da parte dele, para tentar negociar dessa forma. Política tem que ser negociada levando em consideração os princípios republicanos, democráticos e o Estado democrático de direito. A gente vive em uma Federação, então todos nós temos que republicamente ter nossos direitos respeitados?, afirmou. Assim como Renan Filho, a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) também se posicionou contrária, e os governadores do Nordeste emitiram uma nota conjunta repudiando a fala do ministro Carlos Marun que disse esperar a ?reciprocidade? dos governadores que aguardam financiamentos em bancos públicos na questão da reforma da Previdência. Tudo começou quando o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), teve uma reunião com Marun, no último dia 22, para pedir agilidade na liberação de financiamento pela Caixa Econômica. Ele disse esperar o apoio dos governadores para a aprovação da reforma, que deve ser colocada para votação do Congresso no dia 19 de fevereiro. ?Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo. E, nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido que seja aprovada a reforma da Previdência, que é uma questão que entendemos hoje ser de vida ou morte para o Brasil?, afirmou o ministro.

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