Política
Piso do magistério vira preocupação
O governo federal anunciou ontem o valor do novo piso salarial do magistério para 2018, com reajuste de 6,81%. A partir do próximo ano, os professores devem passar a receber R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais. Para o Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Alagoas (Sinteal), a definição é boa para a categoria, embora considere haver perdas nos últimos anos. Já para a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), a medida vai exigir ainda mais aporte financeiro das prefeituras, devido à defasagem no repasse de recursos federais aos municípios. ?Vemos a questão do piso do magistério com preocupação. Os professores merecem, mas a maioria dos municípios alagoanos não conseguiu fechar as contas da educação e teve que fazer aporte de recursos. Os valores repassados pelo governo federal através do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) estão defasados há anos. Pela lei, os recursos do fundo devem ser aplicados em percentuais de 60% para pagamento de pessoal e 40% para estrutura, mas a realidade atual é que as prefeituras já gastam mais de 80% do valor somente para pagar a folha?, explicou o presidente da AMA, prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (PMDB). Para se ter uma ideia da defasagem dos valores repassados pelo governo federal para as prefeituras bancarem a educação, o gestor cita que o valor transferido para bancar a merenda de um aluno em sala de aula é de R$ 0,36 e para o transporte, R$ 0,75. ?Valores que acabam exigindo aporte das prefeituras?, acrescentou o presidente da AMA. Para ele, a cada dia a educação tem sido inviabilizada pelo governo federal e a única forma de solucionar a questão é que os valores repassados sejam reajustados na mesma proporção que os concedidos, por exemplo, ao piso nacional do magistério.