Política
Bancada vê retrocesso com Temer
A bancada federal de Alagoas teve papel de destaque em votações realizadas na Câmara neste ano, seja na votação de matérias legislativas ou até para salvar o presidente Michel Temer de investigações. Dos nove deputados, sendo dois licenciados para chefiarem ministérios, a maioria dos parlamentares classifica 2017 ?como um ano de retrocessos para o povo? pelos projetos patrocinados por Temer. No campo estadual, ao menos cinco deputados já projetam apoiar o governador Renan Filho (PMDB) à reeleição. Entre os federais, dois deles (Marx Beltrão e Maurício Quintella) buscam pavimentar apoio para se lançar ao Senado. Cícero Almeida (Podemos) deve ir para deputado estadual. Os demais trabalham na consolidação dos respectivos mandatos para a reeleição. Compartilhado por grande parte dos parlamentares, o sentimento de ?retrocesso? é representado pela dura e crítica fala do coordenador da bancada federal de Alagoas, deputado Ronaldo Lessa (PDT). Para o parlamentar, a avaliação do governo federal é refletida na aceitação pública do presidente Michel Temer, uma das mais baixas da história. ?A aceitação popular da atual gestão é um desastre. Uma gestão desastrosa em todos os aspectos, primeiro, temos um presidente sob suspeita, por duas vezes a Câmara Federal teve que votar se autorizava ou não o processo de impeachment contra ele. Infelizmente, a Casa não autorizou e a maior autoridade do País ainda continua e segue sob suspeição?, expôs. Lessa considera que reformas são necessárias, mas sem permitir que a população brasileira retroceda socialmente. ?Temer fez reformas precipitadas, eram reformas necessárias, mas para o País avançar, e não para retroceder, como foi o caso, onde as reformas precarizam e tiram os direitos dos trabalhadores. Portanto, foi um ano muito difícil, e, por último, o governo tenta desnacionalizar absolutamente os ativos do País, buscando abrir portas para o estrangeiro, fazendo concessões internas aos grandes capitalistas e externas, buscando entregar o País com setores estratégicos como é o caso de energia e aviação civil a países estrangeiros. Portanto, o ano de 2017 é um ano que, evidentemente, não vai trazer saudades a ninguém no campo do governo federal?, avalia o parlamentar.